A adenose esclerosante de mama é aceita, desde 1985, como um indicador de risco levemente aumentado de desenvolvimento de carcinoma invasor de mama, que vai de 1,5 a 2 vezes maior do que o usual.
A lesão da adenose esclerosante mimetiza o carcinoma invasivo da mama. Clincamente e macroscopicamente, ela é imperceptível. Os critérios patológicos diagnósticos da adenose esclerosante são:
- aumento e distorção das unidades lobulares;
- aumento do número de estruturas acinares;
- alterações fibrosas do estroma coexistentes;
- manutenção da população normal de duas camadas de células acima da membrana basal. No caso de aumento do número de camadas de células, o diagnóstico deve ser de hiperplasia ductal ou lobular.
A adenose, quando não é acompanhada do qualificador esclerosante se refere a unidades lobulares com pequenas deformidades mas, que de outra forma, seriam classificadas como normais.
A hiperplasia lobular atípica costuma se associar a adenose esclerosante. Normalmente, existem lóbulos mamários nas adjacências, que não fazem parte da área de adenose esclerosante e que apresentam critérios de hiperplasia lobular atípica. Outra forma de alteração é a alteração apócrina, presente quando as células apresentam características de células apócrinas, com núcleos e nucléolos grandes. Essas lesões podem também mimetizar caricinoma invasor.
Clinicamente, a adenose esclerosante pode não apresentar sinais e sintomas, ou pode ser palpada, quando ela forma um agregado de pequenos focos de adenose esclerosante que se tornam palpáveis. Mamograficamente, os focos agregados de adenose esclerosante podem conter microcalcificações e serem evidentes dessa forma.
Uma condição rara, a de adenose microglandular, foi identificada e pode mimetizar um carcinoma tubular de mama. Clinicamente, pode ser produzida uma massa palpável, de vários centímetros, infiltrativa nos tecidos mamários. Patologicamente, a lesão não tem o contro numa estrutura lobular, e os espaços glandulares parecem aumentados em tamanho e infiltrativos no parênquima mamário.


gostaria de saber se na ocorrência de adenose esclerosante é indicado a cirurgia para a retirada?
agradeço desde já!
R: a avaliação de remoção de uma área da mama para exame depende de mais fatores além do diagnóstico histológico da biópsia. Obrigado pela visita.
Foi diagnosticada na mamografia fibroadenoma com adenose esclerosante, fiz a biopsia, e graças a Deus NÃO FOI ENCONTRADO NENHUM SINAL DE MAGNILIDADE, QUE SABER SE HÁ ALGUM TRATAMENTO PARA ELIMINAR O NÓDULO DE APROXIMADAENTE, 1cm, quero saber tambem quais os efeitos da vitamina E para o organismo e para as mamas.
R: Ildete, um nódulo do qual foi descartada malignidade e que é tão pequeno raramente precisa de outro tratamento além da observação. Obrigado pela visita.