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Archive for setembro \01\UTC 2017

Melhores resultados no tratamento do câncer que mais afeta as mulheres brasileiras passam pelo exame para diagnóstico precoce – antes mesmo do surgimento de qualquer sintoma

O câncer de mama é tão frequente no Brasil que podemos imaginar a mulher adulta, hoje, tem uma amiga, alguém da família ou uma conhecida que enfrenta a doença. Afinal, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres. Se até um passado não muito distante o problema era visto com vergonha, hoje as pacientes contam com grande apoio social para enfrentá-lo. A mudança nesse quadro veio a partir dos anos 80, com a ampla popularização da mamografia e o engajamento de toda a sociedade.

Porém, ainda mais importante que a transformação da mentalidade foi o grande avanço nos métodos de tratamento ocorridos nas últimas décadas. Aliados ao diagnóstico precoce, antes mesmo que a doença mostre seus primeiros sinais, esses novos métodos permitiram que mais mulheres vencessem a luta contra o câncer. Alem disso, o que antes era uma cirurgia radical, que removia todo o peito, hoje se transformou num procedimento conservador, que pode ser aliado a técnicas modernas de cirurgia plástica reconstrutiva.
A participação do especialista é fundamental durante todas as fases, desde o diagnóstico precoce até o tratamento. A internet oferece uma vasta quantidade de informação sobre o câncer de mama, sendo uma ferramenta importante de divulgação do conhecimento para a paciente. No entanto, sempre se incentiva a mulher que tenha dúvidas sobre seu auto-exame ou sua mamografia a procurar um especialista, seja ele ginecologista ou mastologista.
É com base na literatura mais atual que apresentamos a você uma estratégia simples de mamografias de rotina. A partir dos 50 anos, as mulheres devem incluir em sua rotina de exames a mamografia, num intervalo a cada 2 anos. Exames em espaçamento mais longo reduzem os benefícios do tratamento em caso de diagnóstico positivo. Por outro lado, não há evidência que um espaçamento mais curto do que 1 ano entre mamografias normais seja benéfico.
Para as mulheres de 40 a 49 anos, o ganho em redução de mortalidade com a mamografia de rotina é menos evidente do que na faixa entre os 50 e 74 anos. Por isso, vale uma conversa franca entre a mulher e o seu médico sobre as expectativas em relação ao exame e os riscos e benefícios na sua realização. A decisão é individualizada, caso a caso, entre começar ou não a rotina de mamografias na faixa dos 40 aos 49 anos. Embora tenha sido algo feito no passado, não é prática atual iniciar o rastreio de rotina abaixo dos 40 anos, salvo casos especiais.
A partir dos 75 anos, também é uma decisão entre a paciente e seu médico a realização da mamografia de rotina. Sabe-se que existe um número de mulheres que a adota, embora não haja dados de estudos clínicos que comprovem a eficácia do método em reduzir a mortalidade nessa faixa etária.
Portanto se você é mulher e está próxima dos 50 anos, firme esse compromisso com a sua própria saúde: a cada dois anos, faça a mamografia, procurando sempre o médico ginecologista ou mastologista. Se realmente confirmado com o exame de detecção precoce, o câncer não precisa ser uma sentença. O tratamento pode ser conservador, sem necessidade de perder a mama. Seu médico e a sociedade inteira estão conscientes e também torcendo a seu favor!
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