Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘BRCA-2’

Localização dos genes BRCA 1 e 2 nos cromossomos 17 e 13, respectivamente

Localização dos genes BRCA 2 e 1 nos cromossomos 13q e 17q, respectivamente.

Os genes BRCA-1 e BRCA-2 são implicados na síndrome do câncer de mama hereditário. Sua herança é autossômica dominante e a penetrância é de até 85%. Os casos de câncer de mama podem ser classificados, em relação à herança, das seguintes maneiras:

  • Câncer de mama esporádico: ocorre numa paciente sem história familiar de câncer de mama até o segundo grau, na família materna ou paterna. Responde por mais de 75% dos casos de câncer de mama.
  • Câncer de mama hereditário: câncer de mama que ocorre numa idade mais precoce em relação ao usual (média, 45 anos), com um excesso de casos bilaterais, uma freqüência elevada de casos de câncer de ovário associados e um padrão de herança autossômico dominante.
  • Câncer de mama familiar: ocorre numa paciente com história familiar de câncer de mama positiva, em um ou mais parentes de primeiro ou segundo grau, da família materna ou paterna, e que não se encaixa na definição de câncer de mama hereditário.

O BRCA-1 e o BRCA-2 são genes supressores tumorais, ou seja, quando ativados, impedem a proliferação celular. As proteínas BRCA-1 e BRCA-2 estão envolvidas na reparação de quebras do DNA. Nesse processo, elas interagem principalmente com a proteína RAD51.

O sumário dos dados relevantes sobre os genes BRCA-1 e BRCA-2 é o que se segue:

BRCA-1

  • Localização: cromossomo 17q.
  • Freqüência estimada de mutação na população: 0,0006 (IC 95%: 0,0002-0,001)
  • Freqüência em judias asquenazitas: 0,9% para a mutação 185delAG (IC 95%: 0,4-1,8).
  • Gene com 22 exons e mais de 800 mutações e polimorfismos relatados.
  • Implicado em 80% dos casos de câncer de mama hereditário, especialmente quando associado ao câncer de ovário.
  • Risco estimado para câncer de mama em indivíduos portadores: 85%.
  • Risco estimado para câncer de ovário em indivíduos portadores: 40 a 60%.
  • Variação fenotópica: pentrância variável para câncer de ovário.

BRCA-2

  • Localização: cromossomo 13q.
  • Freqüência da mutação em judias asquenazitas: 1,5% para a mutação 6174delT.
  • Implicado em 20% dos casos de câncer de mama hereditário.
  • Risco estimado para câncer de mama em indivíduos portadores: 85%.
  • Risco estimado para câncer de ovário em indivíduos portadores: 15%.
  • Maioria dos casos de câncer de mama masculino são relacionados ao BRCA-2.

Aconselhamento genético

O aconselhamento genético, feito por especialista em genética clínica, deve fazer parte da avaliação inicial da paciente com suspeita de câncer de mama hereditário. O profissional tem condições de estudar o pedigree da paciente e, com o auxílio de técnicas de seqüenciamento genético disponíveis comercialmente, pesquisar as mutações dos genes BRCA-1 e BRCA-2 relacionadas ao câncer de mama.

Normalmente, a pesquisa do BRCA-1 e BRCA-2 mutados é feita nas pacientes cuja clínica é compatível com o câncer de mama hereditário (história familiar positiva, diagnóstico em faixa etária mais jovem do que a média). O diagnóstico do BRCA mutado pode levar a paciente a optar por estratégias agressivas de prevenção do câncer de ovário (ooforectomia profilática) ou da mama contralateral (mastectomia profilática).

As familiares de primeiro grau da paciente com BRCA-1 ou BRCA-2 mutados podem também ser submetidas ao aconselhamento genético. Nas pacientes sem história pessoal de câncer de mama, a informação relativa à existência de mutação no BRCA-1 ou BRCA-2 auxilia a definir estratégias intensivas para prevenção primária (remoção dos fatores de risco) e secundária (diagnóstico precoce) do câncer.

Prognóstico do câncer de mama em relação ao BRCA-1 e BRCA-2

O prognóstico das pacientes com câncer de mama hereditário ainda é assunto controverso. Para o BRCA-1, a maioria dos estudos não encontrou diferenças no prognóstico entre as pacientes portadoras e as pacientes com a forma esporádica da doença. Entretanto, existem estudos que demonstram prognóstico diferente, tanto melhor como pior. A evidência para as portadoras do BRCA-2 é de que, quando ajustados por variáveis como estágio, não há diferença de prognóstico entre os grupos.

Ref.: 1

Anúncios

Read Full Post »