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O abscesso subaerolar é manifestação clínica da infecção dos ductos terminais da mama. Modernamente, o abscesso subareolar é compreendido dentro da seqüência de doenças inflamatórias dos ductos da mama (mammary duct-associated inflammatory disease sequence).

A seqüência de doenças inflamatórias dos ductos da mama é termo que descreve alterações hsitológicas da mama que podem ser acompanhadas por sinais e sintomas. O espectro se inicia com a dilatação (ectasia) dos ductos mamários e metaplasia escamosa dos ductos. Segue-se a inflamação periductal ou mastite periductal. Após a infecção do ducto ectasiado surge o abscesso subareolar, que pode progredir para a fístula periareolar.

A infecção é causada mais comumente por flora mista, com predomínio de anaeróbios. Os microorganismos são os mesmos da flora encontrada na pele e nas mucosas da paciente. O tabagismo e os níveis elevados de interleucina-8 são relacionados como fatores predisponentes à infecção dos ductos e surgimento do abscesso subareolar.

As manifestações clínicas da doença são descritas na seção abaixo. O tratamento envolve antibioticoterapia e cirurgia, e depende do estágio clínico da doença. Para abscessos com flutuação, é feita drenagem ampla da cavidade e limpeza sob anestesia geral. Adicionalmente, são usados antibióticos com cobertura para gram-positivos e anaeróbicos (por exemplo, cefalosporina associada a metronidazol ou clindamicina). O abscesso sem flutuação é tratado com calor local, analgesia, antibioticoterapia e acompanhamento ambulatorial. O tratamento definitivo da doença é planejado eletivamente, após a resolução do quadro agudo. A excisão dos ductos terminais da mama, conforme técnica descrita por Urban, costuma ser a técnica de escolha.

Informação à Paciente

O abscesso subareolar da mama é mais freqüente em mulheres entre 30 e 40 anos, mas pode acontecer durante qualquer período da idade fértil. Muitas vezes ele é a primeira manifestação clínica das alterações sofridas nos ductos da mama, que ocorreram anteriormente sem causar sintomas

As características clínicas são o surgimento rápido de dor ao redor da areóla, com inchaço, vermelhidão e calor no local. Não há história de traumatismo local, câncer ou nódulos de mama. Na maior parte das vezes a paciente é fumante. Na forma subaguda, a dor e o inchaço podem persistir por dias até que seja suficientemente importantes para a paciente procurar auxílio médico. A forma crônica é a do abscesso tratado com antibióticos, sem drenagem adequada, em que os sintomas desaparecem e reaparecem ciclicamente por um período prolongado de tempo.

A fístula periareolar é o estágio final da seqüência de doenças inflamatórias dos ductos da mama. Ela ocorre quando o abscesso subareolar drena espontaneamente por um orifício, geralmente ao redor da aréola.

O tratamento do abscesso subareolar normalmente envolve a drenagem cirúrgica e o uso de antibióticos. Muitas vezes, as pacientes preocupam-se com a cicatriz que a cirurgia possa deixar em uma mama saudável. Essa preocupação também é uma preocupação do mastologista, que usa técnicas cirúrgicas que permitem que as cicatrizes fiquem menos aparentes, dando aspecto mais natural à mama operada.

E a cicatriz?

A cicatriz cirúrgica é abordada nesse post aqui.

Ref: 1.

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