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Posts Tagged ‘quimioterapia’

National Surgical Adjuvant Breast and Bowel Protocol-B-18

Effect of preoperative chemotherapy on the outcome of women with operable breast cancer.

  • Delineamento: ensaio clínico randomizado
  • Número de pacientes: 1523.
  • Critérios de inclusão: câncer de mama sem tratamento, em fase avançada precoce ou tardia.
  • Desenho: após randomização, os pacientes eram tratadas em dois braços:
    • AC preoperatório –> cirurgia.
    • Cirurgia –> AC pós-operatório

O objetivo é determinar se há benefício em tratar com quimioterapia baseada em antraciclina (A) as pacientes com câncer de mama avançado antes do tratamento cirúrgico.

  • Seguimento médio: 5 anos.
  • Desfechos primários: comparar os grupos de pacientes em relação às respostas completas (clínicas ou patológicas), às respostas parciais e sem resposta, além de sobrevida global, sobrevida livre de doença e sobrevida livre de metástases.
  • Resultados:
    • Não houve diferença em sobrevida global, sobrevida livre de doença e sobrevida livre de metástases (P=0.83, 0,70, 0,79).
    • Houve mais pacientes tratadas no grupo de quimioterapia neoadjuvante que se submeteu à tumorectomia mais radioterapia do que no grupo tratado com cirurgia (67,8% vs. 59,8%).
    • Recorrência após tumorectomia foi similar em ambos os grupos (7,9% e 5,8%, P=0,23)
    • Após ajuste para as características de base, as mulheres com resposta patológica completa tiveram desempenho melhor do que as que obtiveram respostas clínicas completas ou parciais (Sobrevida livre de recorrência = 85,7%, 76,9%, 68,1% e 63,3%, P<0,0001).
  • Conclusão: “Preoperative chemotherapy is as effective as postoperative chemotherapy, permits more lumpectomies, is appropriate for the treatment of certain patients with stages I and II disease, and can be used to study breast cancer biology. Tumor response to preoperative chemotherapy correlates with outcome and could be a surrogate for evaluating the effect of chemotherapy on micrometastases; however, knowledge of such a response provided little prognostic information beyond that which resulted from postoperative therapy”.
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National Surgical Breast and Bowel Protocol B-20

Tamoxifen and chemotherapy for lymph node-negative, estrogen receptor-positive breast cancer.

  • Delineamento: ensaio clínico randomizado
  • Número de pacientes: 2306.
  • Critérios de inclusão: câncer de mama operado, linfonod negativos, RE positivos.
  • Desenho: após randomização, os pacientes eram tratadas em dois braços:
    • tamoxifeno somente.
    • quimioterapia com CMF + tamoxifeno.
    • quimioterapia com MF + tamoxifeno.

O objetivo é determinar se há benefício em adicionar quimioterapia nas pacientes com linfonodos negativos que recebem tamoxifeno.

  • Seguimento médio: 5 anos.
  • Resultados:
    • Benefício em sobrevida livre de doença (CMFT 89% vs. T 85%, P=0,001; MFT 90% vs. T 85%, P=0,01)
    • Benefício em sobrevida (CMFT 96% vs. 94% T, P=0,03, MFT 97% vs. T 94%, P= 0,05)
    • Diminuição do risco da recidiva local após cirurgia conservadora e recidiva distante.
  • Conclusão: as pacientes que preeenchem cirtérios, independente de idade, tamanho do tumor, linfonodos e receptores estrogênicos devem receber quimioterapia.

 

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National Surgical Adjuvant Breast and Bowel Project B-27.

  • Delineamento: ensaio clínico randomizado, controlado.
  • Número de pacientes: 2411.
  • Critérios de Inclusão: câncer de mama operável.
  • Desenho: após a randomização, as pacientes foram tratados em três braços distintos.
    • Quimioterapia com esquema adriamicina + ciclofosfamida (AC), 4 ciclos, seguida por cirurgia; ou
    • Quimioterapia com AC, 4 ciclos, seguida de docetaxel (T), 4 ciclos, seguida por cirurgia; ou
    • Quimioterapia com AC, 4 ciclos, seguida por cirurgia e, após, T, 4 ciclos.
    • Tamoxifeno foi usado nas pacientes com receptores hormonais positivos.

    O objetivo do desenho é comparar, na neoadjuvância para o câncer de mama, o esquema AC ao esquema ACT.

  • Seguimento médio: 77 meses.
  • Resultados
    • Adição de T aumentou a resposta patológica completa (26% vs. 14%).
    • Adição de T aumentou a resposta clínica completa (65% vs. 40%)
    • Adição de T pré-operatório, mas não pós-operatório, aumentou a sobrevida livre de doença em pacientes que tiverma resposta parcial após AC (HR 0,71; IC 95% 0,55-0,91; P=0,007).
    • Sobrevida geral e sobrevida livre de doença não tiveram diferença significativa com a adição de docetaxel ao protocolo AC.
  • Conclusão: a adição de T ao esquema AC não afeta a sobrevida. A sobrevida livre de doença melhora com adição de T pré-operatório em pacientes com resposta parcial ao AC.

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Randomized Trial of Chemoendocrine Therapy Started Before or After Surgery for Treatment of Primary Breast Cancer.

  • Delineamento: ensaio clínico randomizado, controlado.
  • Número de pacientes: 309.
  • Critérios de inclusão: câncer de mama operável.
  • Desenho: após a randomização, as paceintes foram tratadas com quimioendocrinoterapia neoadjuvante seguida de cirurgia; ou com cirurgia seguida de 8 ciclos de quimioendocrinoterapia adjuvante.
    • Esquema quimioterápico: tamoxifeno + (metotrexate + mitoxantrona, com ou sem mitomicina).
    • Seguimento médio: 48 meses.
    • Resultados
      • Taxa de resposta ao regime – 83%.
      • Taxa de respostas clínicas completas – 22%.
      • Taxa de respostas patológicas completas – 6%.
      • Maior probabilidade de cirurgia conservadora em pacientes submetidas a neoadjuvância (22% vs 11%, P 0,004).
      • Sobrevida global e sobrevida livre de doença não foram significativamente diferentes.

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    Este post está em constante atualização. Mais perguntas e dúvidas podem ser enviadas pela caixa de comentários ou pelo e-mail. Quando tiver dúvidas minhas para responder, também vou postar as respostas que encontrar por aqui.

    O que é quimioterapia neoadjuvante?

    Quimioterapia neoadjuvante é o tratamento feito com drogas quimioterápicas antes da cirurgia.

    Qual é o objetivo da quimioterapia neoadjuvante?

    A quimioterapia neoadjuvante é feita em pacientes com tumores de mama localmente avançados. O objetivo é tornar viável a ressecção da mama, com margens negativas (livres de doença), ou até mesmo diminuir o tamanho do tumor para realizar uma cirurgia conservadora nas pacientes que não desejam ser submetidas à mastectomia.

    Quais são os principais estudos sobre quimioterapia neoadjuvante em câncer de mama?

    Os principais estudos sobre quimioterapia neoadjuvante em câncer de mama são:

    • NSABP-B-18
      • QT + HT –> cirurgia versus cirurgia –> QT + HT
    • NSABP-B-27
      • cirurgia –> QT versus QT –> cirurgia –> QT versus QT –> cirurgia

    Mais dados sobre cada estudo podem ser obtidos seguindo-se os links.

    O que muda no tratamento quando a paciente faz quimioterapia neoadjuvante?

    A paciente submetida a quimioterapia neoadjuvante iniciará o tratamento combinado do câncer de mama com o uso das medicações quimioterápicas ou hormonais, em vez de ser submetida a cirurgia. Após o término da quimioterapia neoadjuvante, a paciente é submetida a cirurgia. O tempo para que a paciente seja submetida a cirurgia é de, no mínimo, 21 dias. Tal tempo é o necessário para a recuperação da função imunológica.

    Ref.: 1, 2.

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    National Surgical Adjuvant Breast and Bowel Project-B-18

    • Delineamento: ensaio clínico randomizado, controlado.
    • Número de pacientes: 1253.
    • Critérios de Inclusão: câncer de mama palpável e operável.
    • Desenho: após a randomização, as pacientes foram tratados com cirurgia, seguida de 4 ciclos quimioterapia; ou 4 ciclos de quimiterapia, seguidos de cirurgia.
    • Esquema quimioterápico: AC (adriamicina + ciclofosfamida).
    • Seguimento médio: 60 meses.
    • Resultados
      • Taxa de resposta ao regime – 80%.
      • Taxa de respostas clínicas completas – 36%
      • Taxa de respostas patológicas completas – 9%
      • Maior probabilidade de cirurgia conservadora em pacientes submetidas a neoadjuvância (67% vs. 60%, P=0,002).
      • Pacientes que obtêm resposta patológica completa têm melhor sobrevida livre de doença em 5 anos.
      • Sobrevida geral e sobrevida livre de doença sem diferença significativa.
    • Conclusão: embora a quimioterapia neoadjuvante não se relacione a melhor sobrevida livre de doença e sobrevida geral, as pacientes submetidas a neoadjuvância têm maior probabilidade de serem submetidas a cirurgia conservadora de mama. Adicionalmente, constatou-se que as pacientes com resposta patológica completa têm melhor sobrevida.

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